JORNAL BRAZUCA
PAÍS
Comissões da Câmara aprovam convite para que Gabrielli e Cerveró falem sobre Pasadena
- Em entrevista, ex-presidente da Petrobras disse que Dilma Rousseff precisava “assumir suas responsabilidades”
BRASÍLIA - Três comissões da Câmara aprovaram na manhã desta quarta-feira convite ao ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli para que ele fale sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. O convite foi uma reação da oposição à entrevista que Gabrielli deu ao jornal “O Estado de S.Paulo”, na qual afirmou que a presidente Dilma Rousseff precisava “assumir suas responsabilidades” no caso. A primeira comissão a aprovar o pedido foi a de Desenvolvimento Econômico. Minutos depois, o PT ainda tentou conter que o mesmo ocorresse na Comissão de Relações Exteriores, mas sem sucesso. Com os dois requerimentos já aprovados, até mesmo os petistas José Guimarães (CE) e Edson Santos (RJ) apoiaram o pedido idêntico que estava sendo analisado na Comissão de Fiscalização e Controle da Casa.
— Não temos que temer qualquer debate. Minha linha é de que o governo deve conviver democraticamente com os convites e evitar o mata-mata entre o governo e a oposição. Convocação não dá e não vir também não dá. Tenho a opinião que todas as vezes em que os ministros vieram convidados deram um show aqui. Essa relação amistosa em convidar é boa para o parlamento — defendeu o vice-líder do governo José Guimarães.
A Comissão de Relações Exteriores também aprovou convites para ouvir Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras, e Alberto Feilhaber, ex-funcionário da Petrobras que se tornou executivo da empresa
Astra Oil e ofereceu a refinaria de Pasadena à estatal brasileira. A
presidente da Petrobras, Graça Foster, também voltará a prestar
esclarecimentos aos parlamentares. Ela remarcou para a próxima
quarta-feira sua ida para depor na Comissão de Fiscalização e Controle. O
convite a ela havia sido feito há mais de um mês e estava pré-marcado
para hoje, mas ontem funcionários da Petrobras pediram o adiamento. Caso
a presidente tente novo adiamento, a oposição e integrantes da base
aliada anunciaram que convocarão o ministro de Minas e Energia, Edison
Lobão.
— Na próxima semana teremos a presidente da Petrobras e na sequencia virá o Gabrielli. Há uma guerra de versões, cada um com um ponto de vista que é sempre conflitante e a gente precisa esclarecer definitivamente esse episódio envolvendo a compra de Pasadena, que redundou num prejuízo bilionário aos cofres da empresa — criticou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).
A presidente Dilma Rousseff tem evitado o confronto com Gabrielli publicamente, mas fontes do Planalto rebateram ontem a fala do ex-presidente da Petrobras. Eles lembraram que a responsabilidade de Dilma quando era presidente do Conselho de Administração da empresa está descrita nas atas das reuniões.
Elas mostrariam que a compra dos primeiros 50% foi feita sem o conhecimento das cláusulas Marlim e put option e que o mesmo conselho — do qual Dilma fazia parte — nunca autorizou a compra dos outros 50%. Essas atas, destacam interlocutores da presidente, foram inclusive assinadas por todos os conselheiros, incluindo a própria Dilma e Gabrielli.
No domingo, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, Gabrielli assumiu sua responsabilidade pelo relatório que viabilizou a polêmica compra da refinaria de Pasadena, em 2006, quando comandava a estatal, e afirmou que a presidente, na época presidente do Conselho da empresa, não deveria “fugir da responsabilidade dela”.
— Eles estão demonstrando interesse em esclarecer e falta muito esclarecimento. Afinal, quem fez e quem autorizou essas operações — cobrou o líder do PPS, Rubens Bueno.

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará o ano dentro da meta, cujo teto é de 6,5% ao ano. Mantega disse que o Brasil está em um período de elevação inflacionária, o que ocorre anualmente. Mas afirmou que a tendência é que preços de produtos voltem a cair.
— Quando você pega a inflação no seu pico, no período mais forte, em 12 meses ela pode até ultrapassar os 6,5%, que é o nosso limite máximo. Mas depois ela diminui, ela arrefece e eu tenho certeza que vamos terminar o ano dentro do limite de 6,5%. Não vamos ultrapassar o limite de 6,5% — afirmou o ministro.
— Na próxima semana teremos a presidente da Petrobras e na sequencia virá o Gabrielli. Há uma guerra de versões, cada um com um ponto de vista que é sempre conflitante e a gente precisa esclarecer definitivamente esse episódio envolvendo a compra de Pasadena, que redundou num prejuízo bilionário aos cofres da empresa — criticou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).
A presidente Dilma Rousseff tem evitado o confronto com Gabrielli publicamente, mas fontes do Planalto rebateram ontem a fala do ex-presidente da Petrobras. Eles lembraram que a responsabilidade de Dilma quando era presidente do Conselho de Administração da empresa está descrita nas atas das reuniões.
Elas mostrariam que a compra dos primeiros 50% foi feita sem o conhecimento das cláusulas Marlim e put option e que o mesmo conselho — do qual Dilma fazia parte — nunca autorizou a compra dos outros 50%. Essas atas, destacam interlocutores da presidente, foram inclusive assinadas por todos os conselheiros, incluindo a própria Dilma e Gabrielli.
No domingo, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, Gabrielli assumiu sua responsabilidade pelo relatório que viabilizou a polêmica compra da refinaria de Pasadena, em 2006, quando comandava a estatal, e afirmou que a presidente, na época presidente do Conselho da empresa, não deveria “fugir da responsabilidade dela”.
— Eles estão demonstrando interesse em esclarecer e falta muito esclarecimento. Afinal, quem fez e quem autorizou essas operações — cobrou o líder do PPS, Rubens Bueno.
ECONOMIA
Mantega diz que inflação não ultrapassará 6,5% no fechamento do ano
- Ministro da Fazenda nega que haja alguma mudança nos critérios de avaliação da inflação
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará o ano dentro da meta, cujo teto é de 6,5% ao ano. Mantega disse que o Brasil está em um período de elevação inflacionária, o que ocorre anualmente. Mas afirmou que a tendência é que preços de produtos voltem a cair.
— Quando você pega a inflação no seu pico, no período mais forte, em 12 meses ela pode até ultrapassar os 6,5%, que é o nosso limite máximo. Mas depois ela diminui, ela arrefece e eu tenho certeza que vamos terminar o ano dentro do limite de 6,5%. Não vamos ultrapassar o limite de 6,5% — afirmou o ministro.
Mantega fez a afirmação ao ser questionado sobre as previsões de economistas do mercado financeiro. Nesta
semana, analistas ouvidos pela pesquisa Focus, do Banco Central,
estimaram pela primeira vez que a inflação vai estourar o teto da meta
do governo em 2014. Eles esperam que a inflação oficial encerre o ano em 6,51% – ante uma projeção de 6,47% na semana passada.
Mantega disse ainda que o período de elevação inflacionária no Brasil é sazonal.
— (O período de elevação inflacionária) é sazonal, portanto. Mas tem a ver também com algumas condições meteorológicas. Este ano, nós temos menos chuva, o que fez com que subissem alguns produtos, principalmente hortifrutigranjeiros — disse. — Março subiu, abril também. Mas já começa a baixar o hortifrutigranjeiro — acrescentou.
Mantega ressaltou que, seguindo a trajetória de anos anteriores, há dois meses de pressão inflacionária para que, então, haja um recuo.
— Então, posso dizer que os indicadores demonstram que a inflação já começou a recuar, de modo que em maio e em junho ela será mais baixa disse o ministro, que reiterou que a maioria dos produtos terá seus preços reduzidos ao longo dos próximos meses.
O ministro negou que haja alguma mudança nos critérios de avaliação da inflação.
— O governo não está estudando mudar os índices ou os critérios de avaliação da inflação. Quem faz isso são os Estados Unidos. Os Estados Unidos retiram alimentos e combustível do índice principal — afirmou.
— Nós não fazemos isso e continuaremos da mesma maneira utilizando os mesmos critérios — garantiu Mantega.
Mantega disse ainda que o período de elevação inflacionária no Brasil é sazonal.
— (O período de elevação inflacionária) é sazonal, portanto. Mas tem a ver também com algumas condições meteorológicas. Este ano, nós temos menos chuva, o que fez com que subissem alguns produtos, principalmente hortifrutigranjeiros — disse. — Março subiu, abril também. Mas já começa a baixar o hortifrutigranjeiro — acrescentou.
Mantega ressaltou que, seguindo a trajetória de anos anteriores, há dois meses de pressão inflacionária para que, então, haja um recuo.
— Então, posso dizer que os indicadores demonstram que a inflação já começou a recuar, de modo que em maio e em junho ela será mais baixa disse o ministro, que reiterou que a maioria dos produtos terá seus preços reduzidos ao longo dos próximos meses.
O ministro negou que haja alguma mudança nos critérios de avaliação da inflação.
— O governo não está estudando mudar os índices ou os critérios de avaliação da inflação. Quem faz isso são os Estados Unidos. Os Estados Unidos retiram alimentos e combustível do índice principal — afirmou.
— Nós não fazemos isso e continuaremos da mesma maneira utilizando os mesmos critérios — garantiu Mantega.
ESPORTES
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Assim como São Paulo, Curitiba também ficará 'para o último minuto'
SÃO PAULO E CURITIBA - A menos
de dois meses da abertura da Copa do Mundo, o secretário-geral da Fifa,
Jérôme Valcke, mostrou-se, nesta terça-feira, irritado e resignado com
os atrasos das arenas do Itaquerão, em São Paulo, e da Baixada, em
Curitiba. Ele afirmou que não 'sonha mais' e que aceitará os dois
estádios inacabados e entregues no 'último minuto'. O dirigente também
parece conformado com a falta de eventos-teste suficientes nas duas
arenas. O Itaquerão, palco do jogo de abertura do Mundial, em 12 de
junho, sequer passará por uma prova real com sua capacidade total, de 68
mil torcedores. Valcke fez nesta terça, provavelmente, a última visita
às duas cidades até a inauguração
— Não há escolha. O jogo de abertura será em São Paulo. Eu não gosto de sonhar. Nunca sonho. O que eu gosto é o que vejo. São Paulo ficará pronto no último minuto. Mas ficará pronto. Isto é claro. E todos nós entendemos que não há tempo a perder. Nem um minuto nesses 50 dias finais — afirmou o executivo da Fifa. O Itaquerão será entregue à Fifa apenas no dia 21 de maio. Fará pequenos testes antes de uma festa para Lula e Dilma (provavelmente no dia 30) e o jogo entre Corinthians e Figueirense (dia 17 ou 18 de maio). Esta partida será o único teste para valer, em operação conjunta entre Fifa e Corinthians, mas o estádio receberá apenas 50 mil torcedores. A capacidade total será de 68 mil. Dirigentes do clube explicaram que a redução de ingressos é por segurança assim, como faz no Pacaembu. Mas o fato é que o Itaquerão não será testado como deveria para receber a abertura da Copa. Para Valcke, daqui para frente, o 'calendário será apertado para testarmos o estádio'. Era visível o seu descontentamento com o fato do estádio não receber os eventos-teste como a Fifa gostaria. — A data de entrega era 15 de janeiro — lembrou Valcke, que passou boa parte da visita conversando com o diretor da Odebrecht, Antonio Gavioli. ![]() Valcke tinha 'cara de poucos amigos'. Sorriu apenas ao brincar com Ronaldo, do Comitê Organizador Local. Usou a frase 'não há um minuto a perder' diversas vezes. E ficou irritado quando questionado sobre prazos, numa comparação com a África do Sul, que também entregou o estádio de abertura, o Soccer City, com atraso: — Se não gosto de sonhar, não gosto de olhar para o passado. Não faz sentido. Qual a importância de saber quando a África do Sul esteve pronta? O importante é quando o Brasil ficará pronto. Das intervenções relevantes, faltam a colocação de telhas em parte do teto, a montagem das estruturas temporárias (tendas para credenciamento de jornalistas, local para Entrega parcial A lista de problemas de Curitiba também não é pequena, mesmo após a ameaça de exclusão da Copa, em janeiro. E o local só terá condições de abrigar um único evento-teste, em 14 de maio. Ainda assim, deverá ter impacto limitado, já que Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético-PR, dono do estádio, afirma que não terá condições de entregar a arena concluída em 13 de maio. Será uma entrega “parcial”. Segundo Valcke, o gramado ainda necessita de aderência, as estruturas provisórias precisam sair do zero, mas a maior preocupação é com os assentos: faltam 27 mil dos 43 mil previstos. Mais da metade. O número, no entanto, é contestado pelo clube que fala em 13 mil assentos. — A Fifa vende ingressos para estádios com assentos. Os torcedores não podem assistir às partidas em pé — disse Valcke, com ironia. — Se tivermos de falar de data-limite é 13 de maio. O que, de certa forma, é ficar para o último minuto. © 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. |

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