JORNAL BRAZUCA
Coronel que admitiu participar de tortura é morto no RJ
Paulo Malhães confessou participação em torturas à Comissão da Verdade.
Casa dele foi invadida e sua mulher e caseiro foram feitos reféns, diz DH.
O coronel reformado do Exército Paulo Malhães, conhecido por sua atuação na repressão política durante a ditadura militar, foi morto dentro de casa, no bairro Ipiranga, na área rural de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, na manhã desta sexta-feira (25). Segundo a Divisão de Homicídios da Baixada, a casa do coronel de 76 anos foi invadida por volta das 13h desta quinta (24). Segundo sua mulher, Cristina Batista Malhães, ela e o caseiro teriam sido feitos reféns até as 22h.
Ainda segunda a viúva, que prestou depoimento, pelo menos três homens participaram da ação, um deles com o rosto coberto. Os criminosos mantiveram as vítimas em cômodos separados e fugiram levando armas que o oficial colecionava e dois computadores.
Segundo policiais, os peritos não encontraram marcas de tiros no local, mas a hipótese de que ele tenha sido baleado não foi descartada. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação da autoria do crime.
Advogado da Lusa critica ação de Procurador do STJD: "Folclore, carnaval"
Daniel Neves fala em "teatro armado" para condenar Portuguesa com a pena de rebaixamento para a Série C
O procurador Paulo Schmitt, do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), fez uma denúncia pedindo a exclusão da Portuguesa da Série B do Campeonato Brasileiro, alegando irregularidade da equipe no abandono do campo, aos 16 minutos do primeiro tempo, no jogo contra o Joinville. Daniel Neves, advogado da Lusa, afirmou ter recebido a informação com tranquilidade, argumentou que a linha de defesa do clube paulista é "clara" e "indiscutível" e justificou a saída do gramado dos atletas rubro-verdes. Neves também questionou e criticou a denúncia efetuada por Schmitt, falando em "teatro armado" para impor um pena severa ao clube (assista ao vídeo).
- Esse fato, ocorrido no jogo, nos causou várias estranhezas. Primeiro que a súmula seria entregue em branco. Depois a súmula aparece manuscrita, e essa não é a tradição da formulação da súmula. Por fim, a ausência de qualquer menção a essa liminar, que contradiz, inclusive, as imagens da televisão, do SporTV mesmo, mostrando a liminar (nas mãos) do delegado da partida, para que o jogo fosse interrompido. O que causa muita estranheza. Tudo começa parecendo já um teatro armado para se condenar a Portuguesa. E pior, pelas penas mais severas. O que leva ser a pena mais severa? É esse folclore, esse carnaval que o Paulo Schimitt procura fazer falando em farsa, em simulação, que não acontece nem na várzea. O que não acontece nem na várzea é uma entidade que organiza um campeonato descumprir decisão judicial. Isso não acontece nem na várzea. Mas com a CBF, que tem uma organização peculiar e uma visão ainda mais singular do direito, parece tudo muito normal - afirmou o advogado da Lusa.
